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OPORTUNIDADES

INTERCÂMBIOS

    Apesar do fim do programa Ciência sem Fronteiras, há alguns anos, as oportunidades de estudar fora do Brasil ainda se mostram bastante facilitadas pela nossa Universidade. Pelo programa de mobilidade com Convênios EESC, você pode fazer o tão sonhado intercâmbio em muitas faculdades na América latina e Europa.

    Todos os semestres, editais são lançados no Sistema Mundus da USP com oportunidades de intercâmbio com as mais variadas durações e propósitos, intercâmbios de graduação, pesquisa e até mesmo intercâmbios de verão de algumas semanas. Algumas vagas são bastante concorridas então é sempre importante estar de olho no Sistema para o acompanhamento de novos editais. É imprescindível também que na inscrição, os editais sejam lidos e seguidos a risca, para evitar problemas.

    Em 2017, todos os alunos da Engenharia Aeronáutica que demonstraram interesse e se inscreveram no edital foram selecionados, a maioria deles com a possibilidade de receber uma bolsa da AUCANI para o auxílio com os gastos.

     A oportunidade de estudar no exterior é única, e é uma experiência tanto acadêmica quanto de vida.  Estar em um lugar diferente, com culturas e modos de pensar diferentes é, além de completamente enriquecedor para o currículo e muito valorizado nos mais diversos setores do mercado de trabalho, uma ferramenta para expandir nossos horizontes.

DUPLO DIPLOMA

   Fala bixarada, espero que vocês estejam bem e curtindo esse iniciozinho de curso na USP! Sou o Leco, da turma 020, e atualmente estou em Nantes, na França, participando de um programa de Duplo Diploma (DD) nas Écoles Centrales.
Pra você que ainda não sabe, ao entrar pra um programa de DD, você passa dois anos estudando na Europa, seja na França, Itália ou Portugal (atualmente, a EESC tem convênio com universidades desses três países). Após esses dois anos, você retorna ao Brasil pra terminar o curso e, ao cumprir todas as matérias, você recebe dois diplomas, o da USP, em Engenharia Aeronáutica e um diploma de engenharia europeu.


   Uma das coisas que me atraíram a fazer o DD são os novos caminhos que se abrem quando se tem um diploma da Europa. Por exemplo, aqui na França, após se graduar, você tem a oportunidade de continuar como residente, basta estar empregado. Além disso, ao morar fora do país e na Europa, especificamente, você tem contato com uma realidade totalmente diferente da que estamos acostumados no Brasil, além de conhecer pessoas do mundo inteiro e ter a oportunidade de praticar outros idiomas, no meu caso, o Inglês e o Francês. 


   O ensino de engenharia aqui nas Écoles Centrales, é diferente do que estamos acostumados no Brasil. Elas adotam a chamada “filosofia generalista”, então, antes de começar a se aprofundar em uma área específica da engenharia, os futuros engenheiros estudam matérias dos domínios de mecânica, elétrica e computação, e tudo isso com uma profundidade muito grande na parte matemática.
Os editais pra quem deseja fazer o DD começam no fim do terceiro e quintos semestres, pros que desejam vir para a França no sexto e oitavos semestres, respectivamente. Já pra quem quer ir pra Itália ou Portugal, os editais abrem no comecinho do sétimo semestre pra quem deseja ir no começo do oitavo. As seleções são compostas basicamente por três etapas, a primeira é uma classificação interna da EESC, com base nas médias ponderadas dos estudantes, a segunda é o envio dos dossiês (documentos como carta de motivação, projeto profissional, currículo e carta de recomendação) para as universidades no exterior, por fim, a terceira é composta por uma entrevista com os professores da faculdade em que você está aplicando.


   Com relação à bolsas, existem algumas oportunidades como a bolsa mérito, dada pela USP, a Eiffel, dada pelo governo francês, Brafitec, Fundação Estudar, Cargill, etc.  Cada uma delas possui um processo seletivo diferente, então é legal conversar com algum veterano que tenha mais conhecimento, pra que ele possa explicar direitinho.
Esse é um breve resumo sobre o processo de DD, caso vocês tenham alguma dúvida sobre o processo seletivo, como é o ensino ou a vida aqui, quais caminhos você pode seguir depois de se formar, fiquem à vontade pra me chamar no WhatsApp (+33 07 86 47 06 92) e trocar uma ideia!

 

ESTÁGIOS NO EXTERIOR

    Uma das partes mais importantes da nossa graduação é o estágio! É lá que você vai ter que colocar em prática o que você aprendeu durante sua graduação e com certeza é o momento que você vai aprender mais sobre a Engenharia! Seu último ano será dividido entre algumas últimas matérias, que inclui o famoso “Projeto de Aeronaves”, o TCC e dias dedicados ao estágio (isso se você conseguir chegar lá no perfil, né rsrs).


    Quanto estiver chegando a hora, você deverá correr atrás das oportunidades que estiverem sendo oferecidas. Muitos dos nossos colegas fazem estágio na Embraer, outras empresas menores de aviação (Aeroalcool, Scoda, Flyer, Inpaer, etc), linhas aéreas, aeroportos, empresas de manutenção, em firmas de consultoria, bancos, na Airship (empresa baseada em São Carlos que constrói dirigíveis) e até mesmo na Airbus!


     Falando nisso, uma das oportunidades mais legais que temos no nosso departamento é o de fazer estágio na Airbus, na Europa (geralmente na Alemanha). Graças a um acordo firmado com a Airbus, vários estudantes já foram estagiar fora. Atualmente, contamos com aproximadamente 12 vagas a cada ano. É um intercambio bem diferente do acadêmico, trabalhando em uma empresa mundialmente conhecida por saber o que faz, tanto na aviação quando na indústria Aeroespacial! Uma experiência muito enriquecedora para a sua formação e seu currículo, sem duvidas. (sim, dá pra viajar um pouquinho também rs).


      Outra opção que você pode seguir é abrir mão do estágio e começar a fazer matérias do mestrado já no ultimo ano, e completar o mestrado no ano seguinte, saindo da Universidade após seis anos como um Mestre! (se você sobreviver)


    Enfim, independentemente do que você decidir fazer da sua vida, qual área de estágio procurar, prosseguir para mestrado e doutorado, quando a hora chegar você vai estar muito aliviado de já ter conseguido vencer tantos desafios e, finalmente, você vai entender o porquê de se matar de estudar! Acredite, no final das contas, as coisas fazem sentido.

INICIAÇÃO CIENTÍFICA

            Iniciações científicas (ICs) são projetos de pesquisa realizados por alunos de graduação e supervisionados por um docente – quer seja do Departamento de Engenharia Aeronáutica ou não. Os docentes que supervisionam um projeto de IC são comumente chamado de orientadores, e são eles que vão acompanhar o aluno durante o desenvolvimento de todo o projeto, seja com aconselhamento ou participação ativa no projeto. Existem dois objetivos-mor da realização de ICs: (i) aproximar o/a aluno(a) de graduação da vida acadêmica e mostrar como pesquisas inovadoras são desenvolvidas (ii) aprofundar o conhecimento dos alunos em algum tópico/disciplina e ensinar a elaborar textos científicos.De modo geral, existem dois tipos de ICs:

  1. ICs relacionadas à pesquisa de um docente: são o tipo mais comum de IC que existe. Nesse caso, o/a aluno(a) conversa com um docente a fim de pedir para integrar seu laboratório de pesquisa. Caso aceito, o/a aluno(a) passa a frequentar encontros juntos com mestrandos e doutorandos que são orientados pelo docente, e a ele(a) é atribuído um projeto de pesquisa para ajudar a alavancar o projeto que já é desenvolvido no laboratório. Os mestrandos/doutorandos geralmente também ajudam no projeto (além do orientador) e o projeto é geralmente um “subprojeto” de trabalhos maiores que já estão em desenvolvimento. No entanto, não se engane! Todas as partes de uma pesquisa são essenciais, mesmo os desenvolvidos por alunos de IC.

  2. ICs relacionadas ao trabalho de uma extracurricular: são tipos menos comuns de IC. Nesse caso, o aluno integra algum grupo que trabalha com projetos de engenharia (e.g. AeroDesign/TOPUS) e, já tendo um bom conhecimento sobre alguma das áreas de projeto da extracurricular, propõe alguma pesquisa que pode alavancar os resultados do grupo. A partir disso, o/a aluno(a) entra em contato com algum docente para que este ajude nessa pesquisa, dando orientações sobre como melhor fazer esse desenvolvimento. Nesse caso, a pesquisa desenvolvida não está atrelada à pesquisa que o professor desenvolve em seu laboratório, e o/a aluno(a) geralmente também não entra em contato com mestrandos/doutorandos orientados pelo docente.

            Um cronograma-padrão de realização de uma IC segue, de certa forma, a listagem abaixo. No entanto, note que pode haver divergências de acordo com as especificidades de cada projeto.

  1. Procura de projeto/orientador: você decide que gostaria de fazer uma IC. Então, você procura um orientador, seja para uma IC relacionada à sua pesquisa ou relacionada ao trabalho de uma extracurricular. A partir disso, marca-se reuniões entre você e o docente para entender quais são seus objetivos com a IC e o que você deseja desenvolver. Se for uma IC relacionada à pesquisa de um docente, é nessas reuniões que seu projeto de pesquisa é desenvolvido.

  2. Desenvolvimento de projeto de bolsa/pesquisa: definido o tema da pesquisa, é hora de fazer o projeto de bolsa. Nas Iniciações Científicas, é muito comum que os alunos recebam bolsas pelo seu trabalho, que variam entre R$400-800 dependendo da agência de fomento (instituições que te pagam pela pesquisa) a qual o/a aluno(a) se vincula. Mais informações sobre bolsas de IC serão dadas na próxima seção. O projeto de bolsa consiste em resumir qual será todo o trabalho desenvolvido na pesquisa, desde suas motivações, passando pela metodologia de trabalho, resultados esperados e contribuições científicas da realização da pesquisa. Note que ele não apenas serve para tentar ganhar uma bolsa, mas também é um “norte” com relação a tudo que você vai desenvolver.

  3. Aceite/recusa do projeto de bolsa/pesquisa: a agência de fomento pode aceitar ou recusar seu projeto de bolsa. Caso ela aceite, você terá que enviar algumas documentações para ela assim como sua conta bancária, e a bolsa tem validade entre 6-12 meses no geral. Caso ela negue, você pode recorrer da decisão fazendo alterações no projeto (algumas agências enviam feedback sobre o que não gostaram no projeto) ou você também pode fazer uma IC sem bolsa. Nesse caso, basta enviar a documentação para a EESC que você terá sua IC validada na categoria de IC sem bolsa.

  4. Desenvolvimento do projeto: durante essa fase, você desenvolverá todo o projeto de pesquisa mencionado em seu projeto de bolsa/pesquisa, sendo ajudado pelo seu orientador e por mestrandos/doutorandos do laboratório dele (ou não).

  5. Relatórios parcial/final: Como uma IC é um projeto grande, o trabalho precisa ser segmentado e acompanhado continuamente para verificar se está indo no caminho certo. Nesse sentido, quer você tenha uma bolsa de IC ou não, você precisará fazer um relatório parcial e um final sobre o projeto que desenvolveu. A quantidade de trabalho que o relatório parcial abarca é definido no projeto de bolsa/pesquisa, e o relatório final deve abarcar toda a pesquisa desenvolvida.

   Após a realização de uma IC, diversos caminhos podem ser tomados. Com os resultados da sua IC, você poderia participar de congressos científicos, publicar artigos em revistas científicas contando suas novas descobertas, escrever capítulos de livros com o conhecimento desenvolvido, ou eles podem até mesmo servir de base para um novo projeto de pesquisa, quer esse projeto seja desenvolvido por você mesmo ou outro aluno. Não apenas isso, mas as ICs são uma ótima porta de entrada para quem quer fazer um mestrado ou doutorado. É bastante comum que pessoas que fazem parte de programas de mestrado/doutorado tenham um background de pesquisa de iniciação científica no mesmo laboratóro. Se o seu desempenho na pesquisa for ótimo, o próprio docente pode te convidar para fazer um mestrado/doutorado em seu laboratório!

   Talvez uma das perguntas que vocês se façam é: a partir de qual ano devo começar a fazer uma IC? E a resposta é: depende de cada pessoa! Não existe uma fórmula certa para uma IC. Há alunos que fazem uma única IC durante a graduação, há alunos que fazem entre 3-4 ICs e há aunos que não fazem nenhuma IC, e todos são muito bem sucedidos em suas áreas. Além disso, também não existe um ano “ideal” para começar uma IC. Você poderia, por exemplo, fazer uma IC mais voltada para a área de matemática nos dois primeiros anos de graduação junto ao Instituto de Ciências Matemáticas e Computação (ICMC), e nos restantes procurar desenvolver projetos de pesquisa no Departamento de Engenharia Aeronáutica. Você também poderia desenvolver ICs apenas no nosso departamento, ou apenas no ICMC. Pode até procurar outros departamentos, como o Instituto de Física de São Carlos (IFSC) ou Instituto de Química de São Carlos. Não gosta de pesquisa? Sem problema! Você também pode fazer a graduação sem participar de uma IC. Cabe a você decidir o que é melhor para o que você almeja.

BOLSAS DE IC

          Conforme dito na seção acima, existem instituições chamadas agências de fomento que pagam alunos para realizar projetos de pesquisa de Iniciação Científica. O objetivo de pagar esses alunos são vários (i) oferecer incentivo financeiro para o desenvolvimento do projeto como uma espécie de remuneração (ii) alavancar o desenvolvimento de pesquisa científica no país desde os primeiros anos de graduação (iii) atrelar o projeto desenvolvido pelo aluno para essa instituição. Esse último ponto é bastante importante: ao ganhar uma bolsa de IC, os resultados não são apenas “seus”, mas também da agência que está fomentando sua pesquisa; por isso, eles pedem os relatórios parcial e final: para garantir que o dinheiro que eles estão investindo em você está sendo bem gasto.

            Quando pedimos uma bolsa de IC para alguma agência de fomento, é procedimento padrão enviar o projeto de pesquisa junto com diversos outros documentos acadêmicos importantes (como por exemplo histórico escolar da graduação, seu perfil no currículo Lattes e também do seu orientador, dentre outros). Esses documentos tem como objetivo regularizar sua situação com a agência de fomento para que ela possa realizar o pagamento. Além disso, sobre pagamento, quase todas elas apenas conseguem pagar se o aluno tiver uma conta no Banco do Brasil – mas fique tranquilo, esse banco possui contas estudantis sem taxa nenhuma e com relativa facilidade para abrir a conta.

            Quando se fala de agências de fomento para a engenharia, temos três que são comumente consultadas:

  1. CNPq: é o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, órgão que atua em todo território nacional para o oferecimento de bolsas de pesquisa. Seu principal programa de bolsas de iniciação científica é o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), com bolsas de R$400. Para uma bolsa do PIBIC, o aluno deve despender 10 horas semanais de trabalho ao longo de 12 meses. Existe um período do ano único para o cadastro de bolsas no PIBIC, que geralmente acontece no mês de maio e as bolsas começam a ser pagas em agosto até julho do outro ano. Caso seu orientador não envie seu projeto durante o período designado, você não conseguirá uma bolsa PIBIC pelo menos até o próximo ano.

  2. ABCM: é a Academia Brasileira de Ciências Mecânicas, uma academia de ciências que instiga o desenvolvimento de projetos de pesquisa em diversas áreas da engenharia que estão ligadas às ciências mecânicas, incluindo a aeronáutica. Seu programa de bolsas é mais restrito e geralmente divulgado apenas para docentes ou membros afiliados à academia, com bolsas de R$500. Para uma bolsa da ABCM, o aluno também deve despender cerca de 10 horas semanas por 12 meses, e, assim como o CNPq, elas também contam com um período único de inscrições no ano, geralmente entre abril-maio.

  3. FAPESP: é a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, uma agência de fomento que financia pesquisas apenas de instituições presentes no estado de São Paulo. Seu programa de bolsas é mais prestigioso que os outros dois mencionados, com um processo de seleção também mais rigoroso, mas também um pagamento e responsabilidade maiores: suas bolsas de IC oferecem R$800 aos alunos contemplados para 12 horas de trabalho semanais em períodos que vão de 6 a 12 meses, com possibilidade prorrogação caso necessário e justificado. Diferentemente do CNPq e da ABCM, bolsas de IC da FAPESP podem ser pedidas em qualquer época do ano, sem período único de inscrição, e elas também possibilitam realizar parte da pesquisa no exterior através do programa Bolsa Estágio de Pesquisa no Exterior (BEPE).

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